Conhecer novos lugares traz alegria e bem-estar. Entretanto, um imprevisto pode atrapalhar tudo. Por esse motivo, o seguro viagem está entre os que mais crescem no Brasil. Em Alagoas não é diferente e a procura por este tipo de cobertura é evidenciada por quem lida diretamente com este segmento.

Engana-se quem pensa que o seguro viagem garante a solução apenas para aquele indesejado extravio de bagagem, nada disso, este serviço também acopla outras soluções para o viajante ficar sossegado; entre elas, assistência médica, rastreamento de bagagem, reembolso, atrasos e cancelamentos, serviço de concierge (secretária virtual), urgências odontológicas, acompanhamento de menores e muito mais, com um baixo custo na sua contratação, com preços que variam a partir de R$ 9 até R$ 25 por dia para destinos internacionais e menor ainda para os destinos nacionais que fica entre R$ 2 e R$ 4 por dia.

Levar segurança e tranquilidade na bagagem é um dos itens indispensáveis para o engenheiro civil Diogo Brandão. Ele que viaja com frequência para o exterior não abre mão da cobertura para não transformar seu momento de contemplação em dor de cabeça. “Meu foco é a prevenção, nunca precisei, mas tenho colegas que já passaram por dores de cabeça indesejadas por conta dos imprevistos. Por isso a prevenção é fundamental para enxergarmos que a situação desagradável pode acontecer e a gente ter um plano B”, frisou.

Para não tornar seu sonho em pesadelo, Diogo Brandão não abre mão da assistência. Segundo ele, curtir o que o país tem a oferecer de melhor é um sonho que ele prefere não transformar em pesadelo. “Sou alérgico e a mudança de temperatura me traz algumas reações e, neste sentido, o seguro viagem me garante a cobertura de que, se eu adoecer em decorrência da hipersensibilidade, tenho para onde correr”, declarou.

Diogo já conheceu o Chile, a Colômbia e o Peru. Os próximos destinos são: México e os Estados Unidos, ambos ao lado da esposa Leilane Cavalcante.

Crescimento

Informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep) indicam que, apesar da crise econômica em que se encontra o país, o seguro viagem foi o segundo no ranking de cobertura que mais cresceu de janeiro a abril deste ano, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, ficando atrás apenas do seguro educacional.

Segundo Susep, seguro viagem foi o segundo no ranking de cobertura que mais cresceu de janeiro a abril deste ano

Quando se trata de dados sobre o volume de prêmios do produto, o seguro viagem já supera o montante de arrecadação do ano anterior. Somente este ano, de janeiro a maio, Alagoas pagou em prêmios R$ 170 mil, contra R$ 243 mil durante 2016.

Seguro viagem cresce 21% ao ano em meio à crise

Lauro Faria, economista do Centro de Pesquisa e Economia de Seguro (CPES) da Escola Nacional de Seguros, comemora o crescimento e garante que o aumento tem sido exponencial nos últimos anos. Segundo ele, há preços de 2016, isto é, extraindo-se o efeito da inflação, que os prêmios arrecadados no ano passaram de cerca de R$ 50 milhões em 2005 para mais de R$ 400 milhões em 2016, o que significa uma taxa média de crescimento de 21% ao ano, muito acima da taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

O economista explica que antes de 2016, o seguro viagem era tipicamente um seguro de acidentes pessoais, cuja vigência coincidia com o período da viagem. “Como tal, o seguro cobria essencialmente morte e invalidez por acidente. Coberturas contra doenças ou contra prejuízos decorrentes de outros fatores tinham que ser contratadas à parte”, disse.

Esta modalidade não cobre apenas acidentes pessoais

“É importante lembrar que acidente tem definição estrita no mercado de seguros: Evento externo que o segurado sofre de forma súbita, violenta, imediata e involuntária, provocando lesões físicas ou morte. Assim, por exemplo, um AVC [Acidente Vascular Cerebral]. não sendo evento externo, não é ‘acidente pessoal’ para o mercado de seguros”.

A partir de 2016, e por decisão dos órgãos reguladores do mercado, o seguro viagem passou a agregar obrigatoriamente em viagens internacionais coberturas para despesas médicas, hospitalares e odontológicas, inclusive relacionadas a doenças preexistentes, gastos com transporte do corpo até o domicílio (em caso de falecimento) e também ao transporte até o hospital ou clínica mais próxima, além do regresso sanitário, isto é, retorno do segurado ao local de origem da viagem ou ao seu domicílio em transporte especial caso não esteja em condições de retornar de forma regular.

Nas viagens nacionais, as coberturas de despesas com transporte de corpo, transporte médico e regresso sanitário serão opcionais.

Em viagens internacionais, seguro deve obrigatoriamente cobrir despesas médicas, hospitalares e odontológicas

Para ele, a cultura deste tipo de cobertura ainda é tímida no Brasil, no entanto o brasileiro tem tido mais consciência para a contratação, sobretudo aqueles que viajam para o exterior. “A razão do uso desse seguro ser tímido no Brasil é que muitos planos de saúde têm cobertura nacional, bem como o fato das viagens no Brasil serem de mais curta duração e terem menos conexões, o que limita riscos de perda de bagagens”.

Já no exterior, o especialista da Escola de Seguro salienta que raramente existem planos nacionais que estendem cobertura de saúde, por isso a crescente consciência dos viajantes brasileiros da necessidade do seguro viagem.

Ele observa que os viajantes sabem que se sofrerem acidente ou ficarem doentes, sem o seguro, terão de pagar em moeda ‘forte’, saindo o tratamento muito mais caro que no Brasil.

Tratado de Schengen

Lauro Faria lembra ainda que outro fator de crescimento da compra do seguro viagem no Brasil foi o Tratado de Schengen que estabeleceu, a partir de 2010, obrigatoriedade do seguro para turistas entrantes na União Europeia no valor mínimo de 30.000 euros para garantia de assistência médica em caso de doença ou acidente.

O velho ditado ‘prevenir é melhor que remediar’ nunca ficará em desuso, na opinião do economista. E, mais ainda, quando se sabe que o seguro viagem é relativamente barato, tendo em vista a vigência apenas no período da viagem. “Estas viagens, em geral, embora mais numerosas que no passado, são em média de duração mais curta. Assim, por exemplo, um plano cobrindo despesas médicas de R$ 200 mil, indenização por morte ou invalidez de R$ 150 mil, entre outras coberturas, válido por duas semanas nos Estados Unidos não chega a R$ 400”, destacou.

Ele menciona que embora no Brasil não se tenha estatísticas precisas das indenizações mais comuns do seguro viagem, no mundo desenvolvido a maioria dos pedidos de indenização se refere a cancelamentos de viagem, seguido de despesas médicas e depois de perdas ou roubo de dinheiro e bagagens do viajante.

Em 2016, segundo informações da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o número de bagagens extraviadas ou entregues com atraso superou 21 milhões. Esse dado reflete uma das inúmeras situações que ocorrem em viagens, seja de lazer, seja de trabalho, e que podem gerar grande desconforto aos passageiros.

Custo baixo

Djaildo Almeida, diretor do Sindicato dos Corretores de Seguros em Alagoas (Sincor/AL), explica que o custo do seguro é relativamente baixo, e o preço (prêmio) depende de quantos dias a viagem vai durar, das coberturas e do valor da indenização a ser contratada.

“Para destinos internacionais, o custo fica entre R$ 9,00 e R$ 25,00, por dia. Já para as viagens nacionais, de R$ 2,00 a R$ 4,00, por dia. O prêmio é pago de uma só vez, na maioria das contratações. Os seguros para executivos e para estudantes que vão passar um ou mais anos no exterior, em geral, podem ser pagos em parcelas”, salientou.

No caso das demais coberturas do seguro viagem, as doenças preexistentes podem ser de risco excluído, mas, neste caso, é necessário que a seguradora exija do segurado o preenchimento de declaração de saúde. Se ela não exigir, tais doenças estarão automaticamente cobertas. É importante lembrar que o seguro define como “doença preexistente” a de conhecimento do segurado, mas não declarada na proposta de contratação.

9 destinos não exigem o passaporte de brasileiros

Viajar para o exterior nem sempre requer passaporte. Sabia que em nove países da América Latina esse documento não é necessário? Basta ter o seu RG (carteira de identidade) em bom estado, com foto recente e com no máximo 10 anos desde a data de emissão. Porém, vale lembrar que a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) não é aceita. Se for só com ela, o turista perderá a viagem.

Além disso, o viajante deve ficar atento a alguns detalhes. Por exemplo, se o seu voo fizer conexão em algum lugar que exija passaporte, o documento será pedido no momento do embarque ainda no Brasil. O uso apenas de RG só será válido para voos diretos aos países listados.

Um detalhe que muita gente acaba não prestando atenção é na documentação de viagem ao exterior dos menores de 18 anos. Se o menor está viajando acompanhado somente de um dos pais, ele também vai precisar de uma autorização de viagem.

Os mais procurados

Argentina e Chile são os destinos mais procurados. Para o Paraguai, a maioria dos turistas vai com a finalidade de realizar compras, por isso escolhem ir de ônibus. Bolívia, Uruguai, Equador, Colômbia e Peru são destinos que estão começando a entrar na lista de destinos, principalmente para quem quer fazer a primeira viagem internacional sem gastar muito, além de não se preocupar com muitas documentações.

E a Venezuela caiu na procura devido à crise econômica que está passando.

Vale ressaltar que alguns países da América Latina exigem a apresentação do passaporte: Guianas, Suriname e llhas Britânicas no sul do continente (incluindo as Malvinas).

Países que não exigem passaporte: Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Uruguai, Bolívia, Paraguai, Equador e Venezuela

Dicas práticas:

DINHEIRO

  1. Evite carregar notas de valores altos.
  2. Leve um ou mais cartões de crédito internacionais.
  3. Traveller’s checks (cheques de viagem) são seguros e, em geral, bem aceitos, mas para trocar é necessária a apresentação do passaporte ou cópia.
  4. Nunca transporte todo o seu dinheiro num só lugar.
  5. Troque pequenas quantias no aeroporto para despesas de táxi, gorjetas e só depois procure taxas de câmbio melhores.

Observação: Tenha em mente que, quem faz compras com cartão internacional paga o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF).

Nos cartões de crédito, a alíquota para despesas internacionais é de 6,38%, para cada operação. No cartão de débito, o IOF cai para 0,38% e só incide no momento de carregamento do valor monetário.

SAÚDE

  • Leve os próprios medicamentos, já que pode ser difícil comprar remédios sem receita médica no exterior. Medicamentos que exigem prescrição devem ser acompanhados de receita médica em inglês, para evitar problemas com autoridades alfandegárias de outros países.
  • Faça um seguro saúde, sua garantia em casos de emergência.

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