Dependendo do modelo do carro e da finalidade do automóvel, os valores dos seguros variam no mercado. Veja os preços mais adequados a você

É um serviço que você contrata, mas espera não usar nunca. O que compra é tranquilidade. Por isso custa caro. O preço do seguro varia de acordo com o perfil do dono do automóvel e a maneira como ele usa o carro seja para locomoção diária ou para trabalho.

Por exemplo, quem tem garagem com cobertura ganha um bom desconto e isso vale também para as mulheres que normalmente são mais cuidadosas no trânsito.

Para aqueles que optam por um carro mais antigo e popular, pensando na economia na hora da aquisição,  os gastos com o seguro podem pesar com o passar do tempo.

Pensando nisso, em abril de 2016 foi regulamentado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) o seguro Auto Popular, voltado para veículos com mais de 5 anos e com proposta diferente do seguro tradicional.

A prática ainda não está disponível para Pernambuco. Porém, as seguradoras disponibilizam apólices mais em conta para carros populares.

Auto Popular, apesar de já ter sido implantado no Brasil, esbarra na falta de desmontes regularizados para aquisição de peças

Segundo dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg), de janeiro a agosto de 2017 o seguro para automóvel registrou em escala nacional um crescimento nominal de 6,54%, com uma arrecadação de 22,3 bilhões de reais.

O cálculo do preço de um seguro é feito com base no perfil do motorista e das características do bem segurado. Diversos fatores são cruzados para se chegar ao valor que o segurado deve pagar para ficar protegido.

O intuito da modalidade é utilizar recursos mais baratos para diminuir o valor do seguro. Uma forma é valer-se, em alguns casos, de peças reutilizadas de outros automóveis.

Porém, essa prática esbarra na regulamentação dos ferros-velhos. “Existe uma confusão entre os proprietários em relação aos seguros disponíveis, uma vez que os desmontes ainda não foram regularizados no estado”, explica o diretor da Federação Nacional dos Corretores, Carlos Valle.

Existe uma lei instituída no Brasil que regulamenta os ferros-velhos, porém a fiscalização ainda não está surtindo efeito. “A lei foi sancionada há dois anos. Talvez por ter várias regras fique difícil para se adaptar”, opina Carlos.

Para o seguro Auto Popular concretizar-se era preciso ter um fornecimento de peças com custo menor, para tornar o sinistro mais barato. “Na maioria dos acidentes existe a necessidade de troca de itens dos carros.

Mais da metade dos orçamentos é feito através dos valores das peças. Sem uma solução para esse problema a proposta do seguro Auto Popular fica impossível de ser concretizada”, comenta Carlos.

Segundo o corretor de seguros Ângelo Monteiro, três elementos contribuem na definição do preço: o modelo do automóvel, o perfil do motorista e a seguradora, que pode apresentar diferença de preço para um mesmo perfil e veículo.

Fatores

É determinante o histórico do motorista como idade e sexo, tempo de habilitação, estado civil e infrações de trânsito e acidentes (sinistros).  A utilização do carro e a condução, por exemplo, uma pessoa com residente jovem em casa, que também dirigi o veículo, irá pagar a mais no seguro.

O lugar onde o veículo fica, a região do país, a cidade e o bairro também são considerados, baseados nos índices de violência e roubo de carros.

Tipos

O seguro compreensível protege o veículo contra colisão, incêndio, roubos e furtos. Além dessas coberturas, inclui danos materiais e corporais a terceiros, morte e invalidez por passageiro e cobertura de vidros, faróis e retrovisores.

É possível adicionar coberturas adicionais como carro reserva, higienização, para-choques (franquia menor) e a própria assistência 24h com guincho e carga rápida de bateria.

No seguro de terceiros, o foco da cobertura não é reparar danos ao seu veículo, e sim, cobrir danos materiais, corporais e até morais causados a terceiros. “É 40% mais barato em relação ao completo. Quem faz geralmente é proprietários de frota de caminhão e de carros mais antigos”, disse Monteiro.

Rastreador

Com o custo mensal a partir de R$ 69,90 e sem a necessidade de avaliação do perfil do motorista, os seguros de carro com rastreador ficaram mais atrativos para o bolso dos brasileiros por conta da crise.

As seguradoras, geralmente, oferecem a proteção para veículos de até 20 anos de fabricação e vendidos por até 60 mil reais. Os custos de proteção vão variar de acordo com o valor e o modelo do veículo. Os mais roubados terão uma proteção mais cara.

Cuidados

Antes de contratar um seguro, é preciso levar em conta não apenas o custo financeiro, e também, as garantias do contrato. Nessa hora, é recomendável recorrer a um corretor com habilitação profissional para auxiliar na escolha do plano, uma vez que a economia gerada pela exclusão de algumas coberturas pode não compensar os custos de ter que arcar com o sinistro.

‘Sem dúvida vale a pena’

Isabela Xavier, 35, precisou acionar o seguro do automóvel há dois anos quando se envolveu em um acidente de trânsito. “Utilizei o seguro apenas uma vez quando bati meu carro em outro automóvel quando estava indo pra aula de hidroginástica. Apesar de o acidente ter sido leve, os dois carros ficaram com avarias e foi preciso chamar um guincho para levar os automóveis para a oficina”, disse.

Durante o sinistro, Isabela contou com a ajuda de um corretor e conta que optou por um seguro um pouco mais caro, no entanto com o direito a 30 dias de carro reserva, fato que proporcionou situação confortável e não interferiu na rotina da família.

“Sem dúvida vale a pena contratar um seguro sim. Não teria dinheiro para reparar o meu carro e o da pessoa em que bati. Não acho barato, mas acho que é um gasto necessário. Principalmente porque o trânsito de Manaus está cada vez mais caótico e os roubos de automóveis cada vez mais frequentes”, ressaltou a relações públicas

Seguro é transferência de risco

“A importância do seguro automóvel é manter o equilíbrio econômico da família e, é fundamental, para você dormir tranquilo. Você saberá que se acontecer algum incidente, você estará prevenido. O preço do seguro é um reflexo do risco que a seguradora está exposta, por isso as informações na hora de preencher o formulário precisam ser precisas e reais.

Para as seguradoras, o risco de uma pessoa abaixo dos 25 é muito mais alto em relação a uma pessoa com 50 anos. O seguro para pessoa jurídica não exige o perfil do motorista, então é preciso desembolsar um pouco mais para ter a prevenção”, afirmou o corretor  de seguros e empresário Ângelo Monteiro.

As seguradoras apostam em formas de diminuir os custos de um seguro para os veículos mais antigos e populares. Porém, a adesão ainda não é a ideal. “Essa modalidade atinge os carros com menor valor de mercado, com preços e coberturas mais reduzidos. O ideal é procurar um corretor para maiores explicações e ver qual a melhor opção para o cliente”, aponta Carlos Valle.

O aposentado Manoel Moura possui um Corsa 2009, que foi adquirido em 2011. “O valor do nosso seguro é mais em conta por causa da minha idade, mas não se caracteriza no seguro Auto Popular”, aponta.

Uma outra característica para baratear o seguro do veículo é ele ser enquadrado como popular. O contador Juan Victor possui uma Tucson que completou cinco anos em julho.

“Desde que adquiri o carro não pratiquei nenhum sinistro, porém no meio do ano o valor do seguro teve um aumento de 0,85% em relação ao ano anterior”, relata.

Por ter um modelo que não se encaixa como popular, Juan não seria contemplado pela nova modalidade.

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